Sidney Gomes Advocacia Empresarial
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Atuação

Revisão de Dívidas Bancárias Empresariais

Análise técnica de contratos e dívidas bancárias de empresas: encargos, cálculo do saldo, garantias, negociação com o banco e defesa em execuções.

Advogado especialista em Direito Corporativo e Compliance. OAB/SP 553.903.

Capital de giro, conta garantida, cédulas de crédito e renegociações sucessivas: a dívida bancária cresce, as parcelas comprometem o caixa e fica difícil saber quanto, de fato, é devido.

Antes de negociar ou discutir na Justiça, é preciso entender o contrato e recalcular o saldo. É esse diagnóstico que mostra se há encargos cobrados além do pactuado e qual é a margem real para negociar.

A revisão começa pela leitura dos contratos e dos extratos: taxas efetivamente pactuadas, forma de capitalização, encargos de mora, tarifas e garantias. Com o saldo recalculado, a empresa negocia com informação ou discute judicialmente apenas o que tem fundamento.

Os tribunais têm critérios consolidados sobre o tema. Juros acima de 12% ao ano, por si sós, não indicam abusividade (Súmula 382 do STJ), e a capitalização mensal é admitida quando expressamente pactuada nos contratos firmados a partir de 31 de março de 2000 (Súmula 539 do STJ). Por isso, a análise precisa ser técnica, contrato a contrato.

Você se reconhece?

Quando o problema costuma surgir

  • As parcelas bancárias comprometem o caixa da empresa
  • A empresa renegociou várias vezes e perdeu o controle do saldo
  • O banco cobra encargos que não aparecem claramente no contrato
  • Os sócios deram aval ou garantias pessoais
  • Há imóveis ou equipamentos dados em alienação fiduciária
  • O banco ajuizou execução ou ameaça consolidar a garantia

O que fazer agora

Respostas diretas

Os juros do meu contrato são abusivos?

Depende do contrato e das taxas médias de mercado para a mesma operação na época da contratação. Juros acima de 12% ao ano, por si sós, não indicam abusividade (Súmula 382 do STJ). A análise compara o que foi pactuado com o que foi efetivamente cobrado.

O banco pode cobrar juros sobre juros?

A capitalização em periodicidade inferior à anual é permitida nos contratos firmados a partir de 31 de março de 2000, desde que expressamente pactuada (Súmula 539 do STJ). A previsão de taxa anual superior ao duodécuplo da mensal é suficiente para caracterizar a pactuação (Súmula 541 do STJ).

Revisar a dívida suspende a cobrança?

Não automaticamente. Discutir o contrato não impede, por si só, a cobrança pelo banco. Por isso, a estratégia costuma combinar a revisão técnica com a negociação e, se houver execução, com a defesa no prazo legal.

Vale a pena negociar antes de processar?

Em muitos casos, sim. Um cálculo técnico do saldo dá argumentos concretos para a negociação e permite comparar a proposta do banco com o que seria efetivamente devido.

O que está em jogo

Questões jurídicas envolvidas

  1. Juros remuneratórios e taxa média de mercado (Súmula 382 do STJ)

  2. Capitalização de juros (Súmulas 539 e 541 do STJ)

  3. Encargos de mora e comissão de permanência (Súmula 472 do STJ)

  4. Cédula de crédito bancário como título executivo (Lei 10.931/2004)

  5. Alienação fiduciária de bens móveis e imóveis

  6. Aval e garantias pessoais dos sócios

Quem costuma ser afetado. Empresas com endividamento bancário, seus sócios avalistas e garantidores.

Atenção

Erros que mais comprometem o resultado

  1. Renegociar sem saber o saldo efetivamente devido

  2. Assinar confissão de dívida que incorpora encargos questionáveis

  3. Discutir na Justiça sem cálculo técnico

  4. Ignorar notificações em contratos com alienação fiduciária

  5. Concentrar todas as garantias em bens essenciais à operação

  6. Dar aval pessoal sem medir o risco para o patrimônio dos sócios

Por que a análise é integrada

Leitura jurídica e financeira na mesma análise

Questões empresariais dependem, ao mesmo tempo, do Direito e dos números. A formação do Dr. Sidney Gomes, que reúne Direito, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas, permite que a estratégia jurídica considere, desde o início, os reflexos financeiros e econômicos de cada decisão.

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Caminhos possíveis

Medidas que podem ser adotadas

  1. Diagnóstico

    Leitura dos contratos e extratos e recálculo do saldo devedor

  2. Negociação

    Proposta ao banco fundamentada no cálculo, com prazos e garantias compatíveis com o caixa

  3. Medidas judiciais

    Ação revisional ou defesa em execução, conforme o caso

  4. Reestruturação

    Quando o endividamento é amplo, avaliação de recuperação extrajudicial ou judicial

A escolha da medida depende dos fatos e dos documentos de cada caso, e é feita com o cliente após a análise inicial.

Para a primeira conversa

Documentos que ajudam na análise inicial

  • Contratos e cédulas de crédito bancário
  • Aditivos e renegociações
  • Extratos da conta e das operações
  • Planilhas e notificações enviadas pelo banco
  • Documentos das garantias
  • Não tem tudo? A conversa pode começar com o que estiver disponível

Dúvidas

Perguntas frequentes

O Código de Defesa do Consumidor se aplica à empresa?

Depende. O CDC se aplica às instituições financeiras, mas a sua aplicação a contratos de empresas depende das circunstâncias, como a finalidade do crédito e a vulnerabilidade da empresa. A análise é feita caso a caso.

O que é comissão de permanência?

É um encargo cobrado no período de inadimplência. Segundo a Súmula 472 do STJ, a sua cobrança exclui a exigibilidade dos juros remuneratórios, moratórios e da multa contratual, e não pode ultrapassar a soma dos encargos previstos no contrato.

A revisão garante a redução da dívida?

Não. A revisão identifica o que foi cobrado em desacordo com o contrato ou com a jurisprudência. O resultado depende dos documentos e de cada caso.

Próximo passo

Fale com um advogado

Descreva a situação, o contexto em que ela surgiu e os documentos disponíveis. Antes de qualquer análise, verificamos se o tema está dentro da nossa atuação e se não há conflito de interesses.

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